
Em 23 de janeiro, a Universidade da Guiana Francesa recebeu o embaixador da França no Brasil para fortalecer a cooperação entre a Guiana Francesa e o Brasil em educação superior, pesquisa e inovação, com novas perspectivas de financiamento, mobilidade e cursos bilíngues.
Uma reunião diplomática estratégica na Universidade da Guiana
Em 23 de janeiro, a Universidade da Guiana (UG) deu um passo importante na cooperação entre a Guiana e o Brasil. Ela recebeu Emmanuel Lenain, embaixador da França no Brasil. O diplomata foi recebido pelo presidente da UG, Laurent Linguet, e sua equipe. Guillaume Gellé, o reitor, e o conselheiro diplomático do prefeito também estavam presentes.
Essa visita oficial faz parte de um esforço para estreitar os laços entre a Guiana Francesa, a França e o Brasil. O objetivo é claro: estruturar parcerias sustentáveis em educação superior, pesquisa científica e inovação na Amazônia.
Cooperação científica já em andamento na Amazônia
Durante as discussões, Ghislaine Prévot, Vice-Presidente responsável pela pesquisa, apresentou os principais programas desenvolvidos com o Brasil. Esses programas incluem pesquisas na Amazônia, uma área estratégica para questões climáticas, ambientais e sociais.
Os projetos incluem esquemas de mobilidade de alunos e professores. Eles incentivam o intercâmbio de habilidades e fortalecem a circulação do conhecimento. Várias parcerias institucionais já estão ativas, enquanto outras estão em construção.
Por sua vez, Antoine Primerose destacou o papel da AIBSI. Essa organização estrutura os intercâmbios acadêmicos e científicos entre a Guiana Francesa e os estados brasileiros vizinhos. É uma alavanca essencial para impulsionar a cooperação entre a Guiana Francesa e o Brasil a médio e longo prazo.
Financiamento e vistos: desafios concretos para projetos transfronteiriços
As discussões também se concentraram no financiamento de projetos transfronteiriços. Os participantes discutiram os mecanismos existentes e o escopo para um possível desenvolvimento. Os fundos europeus, em especial o FEDER, são de particular interesse no contexto da Guiana.
Também foi abordada a questão das isenções vinculadas ao imposto portuário. Uma melhor compreensão desses acordos nos permitiria apoiar projetos de cooperação entre a Guiana Francesa e o Brasil de forma mais eficaz.
Também houve discussões detalhadas sobre os procedimentos de visto. A questão dos vistos depende da duração da estadia, da situação nos estados brasileiros em questão e dos procedimentos consulares envolvidos. A «mala diplomática» foi mencionada como uma ferramenta facilitadora para determinados intercâmbios materiais e documentais ligados a projetos acadêmicos.
Idiomas e aulas em dois idiomas: um pilar da cooperação educacional
Outra área importante diz respeito à transmissão de idiomas. O domínio do francês e do português é um fator fundamental para o sucesso da cooperação entre a Guiana Francesa e o Brasil. Sem habilidades linguísticas sólidas, a mobilidade permanece limitada.
Portanto, os participantes discutiram a abertura de aulas de dois idiomas em alguns estados brasileiros. O objetivo dessa iniciativa é fortalecer o aprendizado precoce de ambos os idiomas. Isso facilitaria as carreiras universitárias e estabeleceria uma cooperação de longo prazo.
Com isso em mente, uma parceria mais forte com a Reitoria é uma medida estratégica. Isso permitiria que as ações das escolas primárias e secundárias fossem coordenadas com as do ensino superior. Essa continuidade educacional consolidaria os intercâmbios acadêmicos.
Rumo a uma rede de ensino superior na Amazônia
As discussões levaram a uma proposta de estruturação. Por iniciativa do presidente da Universidade da Guiana, surgiu a ideia de uma reunião com os reitores das universidades da Amazônia. O objetivo é consolidar uma rede amazônica de ensino superior e pesquisa.
Essa rede tornaria possível reunir habilidades, desenvolver projetos conjuntos e atender às necessidades específicas dos territórios amazônicos. Ela também elevaria o perfil internacional da cooperação entre a Guiana Francesa e o Brasil.
Por meio dessa reunião diplomática, a Universidade da Guiana está afirmando seu papel central na cooperação regional. Ela está se posicionando como um ator estratégico no diálogo científico e educacional na Amazônia.
A reunião diplomática na Universidade da Guiana Francesa marca uma nova etapa na cooperação entre a Guiana Francesa e o Brasil. Pesquisa, mobilidade, financiamento e formação bilíngue fazem parte de uma estratégia ambiciosa e sustentável. Para os atores acadêmicos e institucionais, o desafio agora é transformar essas perspectivas em projetos concretos para atender aos territórios amazônicos.
Por que a cooperação entre a Guiana Francesa e o Brasil é estratégica?
Fortalece os vínculos acadêmicos e científicos na Amazônia. Também incentiva o desenvolvimento de projetos conjuntos adaptados às realidades locais. Por fim, melhora a mobilidade de estudantes e pesquisadores.
Quais áreas são cobertas por essa cooperação?
As principais áreas são educação superior, pesquisa e inovação. Os projetos concentram-se especialmente no meio ambiente, na biodiversidade e nas questões amazônicas. O treinamento em idiomas também desempenha um papel central.
Qual é o papel da Universidade da Guiana nessa dinâmica?
A Universidade da Guiana é um ator importante na cooperação regional. Ela está desenvolvendo parcerias com universidades brasileiras. Também estrutura intercâmbios científicos e acadêmicos.
Quais obstáculos foram identificados?
O financiamento e os vistos continuam sendo questões delicadas. Os procedimentos administrativos podem atrasar alguns projetos. Portanto, uma melhor coordenação institucional é essencial.
Por que desenvolver aulas em dois idiomas?
As aulas de dois idiomas ajudam os alunos a dominar o francês e o português. Elas apóiam a mobilidade estudantil e profissional. Elas também fortalecem a cooperação educacional de longo prazo.



