
De 18 de setembro a 3 de outubro de 2026, três alunas da Universidade da Guiana participam, em Belém e Santarém, de um projeto de cooperação amazônica sobre bioeconomia, que combina um curso imersivo, encontros em campo e a apresentação de suas pesquisas, com o objetivo de fortalecer os intercâmbios regionais.
Cooperação universitária em fase de preparação entre a Guiana e o Brasil
O projeto toma forma em 13 de abril de 2026. Martine Sebelouë, administradora provisória da Universidade da Guiana, e Rosuel Lima-Pereira, vice-presidente responsável pelas relações internacionais, recebem Nadège Mézié, diretora do Centro Franco-Brasileiro para a Biodiversidade Amazônica (CFBBA).
Este encontro permite considerar a participação de estudantes da Universidade da Guiana em um curso imersivo dedicado à bioeconomia. O programa reúne várias instituições: a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e a Universidade Paris-Est Créteil (UPEC).
Essa cooperação amazônica na área da bioeconomia reúne, assim, várias universidades francesas e brasileiras em torno de questões comuns. Ela dá ênfase ao conhecimento dos territórios, aos recursos amazônicos e aos intercâmbios entre estudantes, pesquisadores e atores locais.
Convite à inscrição para alunos de mestrado e doutorado
Para concretizar essa participação, o Escritório de Relações Internacionais da Universidade da Guiana lança uma chamada para inscrições em parceria com a Embaixada da França no Brasil e a iniciativa Amabio. A chamada é dirigida a estudantes de mestrado e doutorado. As inscrições devem ser enviadas até 15 de julho de 2026.
A Escola-Missão na Amazônia brasileira está programada para ocorrer de 18 de setembro a 3 de outubro de 2026. Ela aborda a bioeconomia, a inovação social e a valorização sustentável dos recursos amazônicos. Seu programa combina atividades acadêmicas, visitas técnicas e encontros com atores locais.
Vários temas estruturam essa imersão: agroecologia, conhecimentos locais, produtos naturais e empreendedorismo sustentável. As despesas com a viagem entre Cayenne e Belém, bem como as despesas com hospedagem e alimentação, deveriam ser custeadas pela Universidade da Guiana e pela Embaixada da França no Brasil.
Três alunas da Universidade da Guiana foram selecionadas
Após a análise das candidaturas, três alunas foram selecionadas. Emmanuelle Renard, aluna de mestrado, trabalha com a valorização da cabaça e dos conhecimentos tradicionais da Amazônia. Seu projeto faz parte de uma reflexão sobre os recursos locais e as práticas a eles associadas.
Alizée de Bollardière, doutoranda, realiza pesquisas sobre a pesca artesanal costeira e os intercâmbios entre a Guiana e o Brasil. Vitória Taïlamé, também doutoranda, estuda materiais de construção que incorporam recursos biológicos locais.
Esses três projetos ilustram a diversidade das pesquisas realizadas na Guiana sobre as questões relacionadas à Amazônia. Eles relacionam as dimensões sociais, ambientais, culturais e técnicas da bioeconomia a questões diretamente ligadas ao território.
Duas semanas de imersão entre Belém e Santarém
O programa de mobilidade das três vencedoras ocorrerá de 18 de setembro a 3 de outubro de 2026, em Belém e em Santarém. O ponto alto da estadia será o curso de imersão, que acontecerá de 19 a 30 de setembro. A primeira semana será em Belém e a segunda, em Santarém.
O programa alterna encontros nas comunidades com momentos de trabalho em sala de aula. Essa organização permite que as participantes comparem as abordagens acadêmicas com as realidades locais e com os conhecimentos desenvolvidos nos territórios amazônicos.
As despesas de participação das três alunas na instituição são custeadas pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). Essa mobilidade faz parte, portanto, de uma parceria que reúne instituições universitárias, atores da cooperação e organismos engajados no desenvolvimento regional.
Um encontro científico para apresentar as pesquisas
Antes de voltarem para Cayenne, previsto para sábado, 3 de outubro, as alunas devem apresentar suas pesquisas em um encontro organizado com professores da UFPA. O evento tem como título “Encontro Brasil–França: Relatos de pesquisas sobre Povos Tradicionais, Bioeconomia e Sustentabilidade na Amazônia”.
O cartaz incluído no documento anuncia esse encontro para o dia 1º de outubro, às 14h, no Auditório do IFCH da UFPA. As três alunas participarão do evento ao lado de Jéssica França, da UFPA. O encontro é coordenado por Nadège Mézié, da Expertise France, e Edna Alencar, da UFPA.
Pesquisas e conhecimentos em diálogo em escala amazônica
Da Guiana ao Pará, essa experiência une as pesquisas acadêmicas, os conhecimentos das comunidades e as perspectivas de desenvolvimento sustentável na Amazônia. Ela também cria um espaço de intercâmbio entre estudantes e parceiros de ambos os lados da fronteira.
Essa cooperação regional permite, finalmente, a troca de métodos, experiências e trabalhos relacionados a desafios comuns. Por meio da bioeconomia, da pesca, dos recursos biológicos, dos conhecimentos locais e até mesmo dos materiais de construção, as participantes contribuem para uma reflexão conjunta sobre o futuro dos territórios amazônicos.
Essa mobilidade entre a Guiana Francesa e o Pará ilustra uma cooperação universitária construída em torno da bioeconomia, dos conhecimentos locais e das questões amazônicas. Do trabalho comunitário aos intercâmbios universitários, as três alunas confrontam suas pesquisas com as realidades do território. Para dar continuidade a essa dinâmica, acompanhe as próximas iniciativas de cooperação regional e os trabalhos realizados pelas alunas e pelas instituições parceiras.
PERGUNTAS FREQUENTES
Quando ocorre o intercâmbio das três estudantes no Brasil?
O programa de mobilidade está previsto para o período de 18 de setembro a 3 de outubro de 2026. O curso intensivo dedicado à bioeconomia ocorre, mais especificamente, de 19 a 30 de setembro.
Onde acontece o curso imersivo sobre bioeconomia?
O programa é realizado no estado do Pará, no Brasil. A primeira semana acontece em Belém e a segunda, em Santarém.
Quais alunas da Universidade da Guiana foram selecionadas?
As três vencedoras são Emmanuelle Renard, Alizée de Bollardière e Vitória Taïlamé. Suas pesquisas tratam, respectivamente, da cabaça e dos conhecimentos tradicionais da Amazônia, da pesca artesanal e das relações comerciais entre a Guiana Francesa e o Brasil, bem como dos materiais de construção que utilizam recursos biológicos locais.
Quem financia essa mobilidade na Amazônia brasileira?
O documento indica que a viagem entre Cayenne e Belém, bem como a hospedagem e as refeições, deveriam ser custeadas pela Universidade da Guiana e pela Embaixada da França no Brasil. As despesas de participação das três alunas no curso são custeadas pela Agência Francesa de Desenvolvimento.
O que as alunas vão apresentar na UFPA?
Elas apresentam suas pesquisas no Encontro Brasil–França, dedicado aos povos tradicionais, à bioeconomia e à sustentabilidade na Amazônia. O cartaz do evento anuncia que o encontro será realizado no dia 1º de outubro, às 14h, no Auditório do IFCH da UFPA.



